❝Viciada em balas, livros, chocolate e café, talvez em tudo que contenha açúcar. Talvez assim seja para conter minha própria amargura. Talvez sim, talvez não... Um talvez ambulante, eis o que sou. Minha única certeza é a de que morrerei algum dia. Pode ser hoje ou amanhã, não sei. Mas enquanto esse momento não chega, me veja mais uma xícara de café bem doce, por favor.
❝Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois. Eu fico aqui sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois. Por que você me deixa tão solto? Por que você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinho. Não sou e nem quero ser o seu dono… É que um carinho às vezes cai bem. Eu tenho meus desejos e planos secretos, só abro pra você mais ninguém. Por que você me esquece e some? E se eu me interessar por alguém? E se ela, de repente, me ganha? Quando a gente gosta é claro que a gente cuida. Fala que me ama, só que é da boca pra fora. Ou você me engana ou não está madura… Onde está você agora?❞
Ela, acostumada a cuidar dos outros, não podia se permitir ser cuidada. Tinha medo de depender de alguém. Tinha medo de ser protegida e então abandonada, era o que as pessoas sempre faziam, era o que mais temia que lhe acontecesse.